O cineasta paulistano Cao Hamburguer emociona ao retratar a história de um garoto deixando o Bom Retiro dos anos 70
John Kane
Os atléticos bailarinos do Pilobolus: força física e humor
PILOBOLUS DANCE THEATER. Criada em 1971, essa companhia americana deu novos rumos à dança contemporânea. Até então era difícil imaginar que arriscados movimentos acrobáticos pudessem compor belas coreografias. Embora tenha inspirado grupos nos anos 90 – caso do Momix, também dos Estados Unidos, e da trupe da carioca Deborah Colker –, o Pilobolus continua a ser uma referência na inventiva combinação de força física, efeitos visuais e humor. Seus atléticos bailarinos voltam à cidade depois de cinco anos e colorem o palco do Teatro Alfa na sexta (24) e no sábado (25) com uma seqüência de esculturas incríveis, criadas para extasiar a platéia. São cinco coreografias: Symbiosis, Walklyndon, Memento Mori, Sweet Purgatory e Aquatica (peça embalada pela trilha do pianista brasileiro Marcelo Zarvos).
+Sweet Purgatory
+Symbiosis
+Walklyndon
+Aquatica
+Memento Mori
PARA AS CRIANÇAS
Patricia Cardoso
Encanto no palco: fábulas sobre o rei Salomão
O CÍRCULO DE SALOMÃO. A simpática montagem é baseada em sete contos tradicionais sobre a vida do admirado rei Salomão. Reúne as competentes atrizes do Grupo Lampejo e os animados músicos do conjunto Azdi, numa mistura de narração de histórias, teatro de bonecos e de sombras e música ao vivo. O resultado tem encantado a platéia do teatro do Sesc da Avenida Paulista e também pode ser conferido na noite de quarta (22) no Centro da Cultura Judaica. Parte do mérito se deve à manipulação precisa e ao uso que o elenco dá aos objetos em cena. Uma roda, por exemplo, pode ser o leme de um navio ou o globo terrestre. De uma simples echarpe nascem uma velhinha bondosa, um barco e uma arca cheia de tesouros.
PARA DANÇAR
Guillaume Lapierre
O DJ: turnê embalada pelo mega-hit Love Generation
BOB SINCLAR. O DJ e produtor francês Bob Sinclar pôs o planeta para dançar ao som da música Love Generation. Sua empolgante faixa ganhou as rádios e as pistas, entrou em variadas compilações de house e dance e foi até escolhida pela Fifa como um dos temas oficiais da última Copa do Mundo. Com esse estrondoso sucesso na bagagem, o parisiense Chris LeFriant (seu verdadeiro nome) desembarca na quarta (22) na novíssima Pacha, na Vila Leopoldina, para abrir sua turnê brasileira – depois ele segue para o Rio de Janeiro, Santa Catarina e Brasília. Prevista para durar três horas, a performance de Sinclar nos pick-ups deve incluir ainda World Hold On, outro hit do álbum Western Dream (2006), o quarto da carreira. Os brasileiros Mario Fischetti e Alê Reis, adeptos de house, iniciam a balada, prevista para terminar só às 6 da manhã.
SHOW
Roberto Setton
Menescal: versão de hit do Police levou à parceria
ANDY SUMMERS E ROBERTO MENESCAL. Desde os tempos do The Police, Andy Summers sempre foi saudado como um guitarrista inventivo e de muita técnica. Na temporada que começa na quinta (23), no Teatro Fecap, o músico inglês poderá mostrar que seu talento vai além do rock. Em parceria com Roberto Menescal, ele estrela o espetáculo Police & Bossa. A idéia da apresentação conjunta nasceu depois que os dois entraram em contato por causa de uma versão bossa-novística que Menescal fez para Roxanne, um dos sucessos do Police. Com acompanhamento de piano, baixo, bateria e da cantora americana Cris Delanno, a dupla promete abrasileirar Message in a Bottle, Every Breath You Take e De Do Do Do, De Da Da Da. E também reinventar clássicos da bossa nova, como Wave e O Barquinho. No encerramento, tocam a irresistível Só Danço Samba.
Divulgação
Summers: virtuose inglês se aventura pela bossa nova