Moda de usar
O que, de fato, está se usando no inverno 2006
RAQUEL HOSHINO
Já estamos em julho e o frio que faz na capital está um pouco mais suave do que o anunciado pelos metereologistas. Com isso, muitas das apostas feitas pelos estilistas na edição passada da São Paulo Fashion Week acabaram não ganhando as ruas. O exagero, por exemplo, não teve lugar. Vitoriano, militar, folk, vale qualquer tendência, desde que mínima, sem cara de fantasia. Desta forma, cortes clássicos -- mas sempre com um detalhezinho (seja um bordado, um lacinho ou um babado) imperaram.
As grandes vedetes da estação são os blazers curtinhos de veludo e os casacos 3/4 (acima do joelho), 7/8 (abaixo do joelho) e trench-coats, que dominam as ruas. Além de muito elegantes, a fartura de modelos com as mais diferentes golas e detalhes, abotoamentos (simples ou duplo) e comprimentos (no meio do quadril, acima do joelho, abaixo do joelho e máxi) fez com que a peça favorecesse quase todos os tipos de corpo. A variedade de preços e tecidos (como o nylon, sarja e lã) o tranformou no companheiro inseparável das mulheres de todas as classes sociais tanto no frio de lascar como para somente quebrar o vento.
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Casacos, como os da Cori e Gloria Coelho; bolerinho (aqui, de pele, de Fause Haten) e roxo (em look de Sommer) são musts do inverno.
O corte império (aquele em que a cintura vem logo abaixo do busto) apareceu em forma de batinhas e vestidos fazendo par com bolerinhos, em figurinos a la Vitória, personagem de Cláudia Abreu na novela Belíssima. O cachecol de lã veio enfeitado com bordados em linha ou com cara de artesanal, feito em tear ou crochê.
Como tudo veio muito feminino, as bermudas e knickers (espécie de calça capri com punho) não fizeram tanto sucesso. Vai demorar um pouco até as mulheres adotarem bermuda com meia-calça como proposto pelos editorais das revistas. Macacões jeans, jardineiras e salopetes também não tiveram espaço nos cabides. As camisas com jabô, grande aposta fashionista, veio exagerada demais para mulheres práticas, que preferiram camisas com pequenos babados, drapeados ou frufrus.
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Shorts (como o da Cori), macacões (como o amarelo da Triton), xadrezes (em look de Caio Gobbi) e visuais masculinos (como o da Patachou) não caíram no gosto das paulistanas.
Cores
Além do verde e amarelo por causa da Copa do Mundo, tiveram destaque os rosas (do pálido ao antigo), os roxos (do lilás ao beterraba) e as cores neutras (verde oliva, verde militar, preto e branco). Os xadrezes sóbrios apareceram nas vitrines, mas não conquistaram o coração das clientes.
Modo de usar
A falta de frio tirou do armário a sobreposição. O "look cebola", tradicionalmente esportivo, pegou não só para jovens, como também para homens e mulheres em combinações mais casuais. Visuais arrematados por blazers de veludo e casacos deixaram os paulistanos mais chiques. |
AcessÓrios
A falta de frio tirou do armário a sobreposição. O "look cebola", tradicionalmente esportivo, pegou não só para jovens, como também para homens e mulheres em combinações mais casuais. Visuais arrematados por blazers de veludo e casacos deixaram os paulistanos mais chiques.
Os cintos foram eleitos os acessórios da estação. Outra coisa que virou moda foram as faixas (tipo obi) para amarrar na cintura. De tecidos variados, com ou sem bordados, elas são encontradas com preços a partir de R$ 10,00 e dão uma graça a quase todos os visuais. Cintos metalizados de trecê fizeram a alegria das mais novas. |
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Cinto dourado da Forum e faixa tipo obi de Isabela Capeto: realce na cintura. |
Beleza
O batom vermelho, que chamou a atenção nos desfiles de inverno, não ganhou espaço no necessáire feminino. O gloss, transparente ou colorido, continua o preferido das moças. Ele é fácil de passar, não mancha dentes e roupas e ainda dá a ilusão de aumentar os lábios. Em compensação, os olhos marcados meio rock' n roll continuam em alta nas baladas. |
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O batom vermelho (em look de Gisele Nasser) NÃO tirou o lugar do gloss e dos olhos marcados(aqui, em desfile de Samuel Cirnansck). |
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